Mai'nada!! Quem diria, ein?
domingo, 13 de Setembro de 2009
sexta-feira, 11 de Setembro de 2009
Enter the Sandman!!!
Só para partilhar deste momento em que os meus pelos se levantaram logo e um arrepio me percorreu a espinha:
Hoje é sexta, como tal tenho que por mão ao trabalho porque tendo a não fazer nada a semana toda. Quando olhei para o meu quarto (e tenho sempre esta visão; a roupa em todo o lado menos no armário e etc...) automaticamente comecei a arruma-lo, triste e abandonada (pobre de mim!), eis que vejo o Black Album meio perdido em cima da minha cómoda; já não o ouvia talvez desde o ciclo, e achei-o na Marinha refundido num monte de cds gravados quando procurava um cd com não-sei-quê (que já me esqueci). Pensei "ei, já não ouço isto há anos!" e trouxe-o.
Quando o Kirk Hammet ainda não tinha aquele ar de chulo e quando o James sabia o que era "passar um bom tempo" fizeram uns quantos trabalhos dignos de receberem o rotulo de "Música dos '90s" (claro que com o "Load" lixaram tudo, e nunca mais fizeram nada de jeito...).
Bom, isto tudo para dizer que gostei de arrumar, trauteando os solos de guitarra. Estou genuinamente feliz, pá.
Hoje é sexta, como tal tenho que por mão ao trabalho porque tendo a não fazer nada a semana toda. Quando olhei para o meu quarto (e tenho sempre esta visão; a roupa em todo o lado menos no armário e etc...) automaticamente comecei a arruma-lo, triste e abandonada (pobre de mim!), eis que vejo o Black Album meio perdido em cima da minha cómoda; já não o ouvia talvez desde o ciclo, e achei-o na Marinha refundido num monte de cds gravados quando procurava um cd com não-sei-quê (que já me esqueci). Pensei "ei, já não ouço isto há anos!" e trouxe-o.
Quando o Kirk Hammet ainda não tinha aquele ar de chulo e quando o James sabia o que era "passar um bom tempo" fizeram uns quantos trabalhos dignos de receberem o rotulo de "Música dos '90s" (claro que com o "Load" lixaram tudo, e nunca mais fizeram nada de jeito...).
Bom, isto tudo para dizer que gostei de arrumar, trauteando os solos de guitarra. Estou genuinamente feliz, pá.
Etiquetas:
Descrições,
Optimismo,
Reflexões da treta,
vida de todos os dias...
segunda-feira, 17 de Agosto de 2009
quarta-feira, 12 de Agosto de 2009
Mais do mesmo
Precisei de mergulhar na extrema apatia e medo para voltar ao olhar para o passado. Discos rolam, fotos passam pelos meus olhos que valem só por um.
Antes chorava por tudo. Agora não choro por nada. Acho que quanto maior o sofrimento, menos lágrimas há. A coragem foge toda para conseguir passar mais um dia sem enlouquecer.
Deftones. A mascara está-se a desfazer. Tenho um monstro gigante da cama que me entra pelos ouvidos e me come o cérebro. Penso num verão de corvo e loucura. O que me aconteceu?
Shiu… Be quite and drive far away, tão longe que os meus olhos se percam no horizonte e no alcatrão quente. Silencio. Só os órgãos e o motor rangem. 2 anos. 2 anos roubados. Dois anos de aprendizagem obrigatória e dor, dois anos para admitir que doi atrozmente não poder ser a criança que o destino me roubou. Estou condenada a ser adulta e consciente para sempre.
- Eu sou tão de esquerda, tão de esquerda que rejeitei o meu lado direito.
Há nestas piadas um descomprimir de quem não quer ver. No início rezava para que um milagre acontecesse e acordasse como estava. Hoje, as fotos e a música revelaram-se um tónico amargo. Mas é o que tenho, nada mais. Isso e uma boca seca cravejada de aftas. Já não estou habituada a falar. Nem a escrever.
Vegeto. Durmo. Talvez que o dia que aí vier seja melhor. E passos os dias a desejar isso.
Antes chorava por tudo. Agora não choro por nada. Acho que quanto maior o sofrimento, menos lágrimas há. A coragem foge toda para conseguir passar mais um dia sem enlouquecer.
Deftones. A mascara está-se a desfazer. Tenho um monstro gigante da cama que me entra pelos ouvidos e me come o cérebro. Penso num verão de corvo e loucura. O que me aconteceu?
Shiu… Be quite and drive far away, tão longe que os meus olhos se percam no horizonte e no alcatrão quente. Silencio. Só os órgãos e o motor rangem. 2 anos. 2 anos roubados. Dois anos de aprendizagem obrigatória e dor, dois anos para admitir que doi atrozmente não poder ser a criança que o destino me roubou. Estou condenada a ser adulta e consciente para sempre.
- Eu sou tão de esquerda, tão de esquerda que rejeitei o meu lado direito.
Há nestas piadas um descomprimir de quem não quer ver. No início rezava para que um milagre acontecesse e acordasse como estava. Hoje, as fotos e a música revelaram-se um tónico amargo. Mas é o que tenho, nada mais. Isso e uma boca seca cravejada de aftas. Já não estou habituada a falar. Nem a escrever.
Vegeto. Durmo. Talvez que o dia que aí vier seja melhor. E passos os dias a desejar isso.
Etiquetas:
Raiva,
recordações,
Reflexões da treta,
Tristeza
sábado, 25 de Julho de 2009
200 mensagens e uma valente depressão
A ouvir Bomfunk MC’s. O álbum In Stereo. Foi o primeiro CD que comprei, tinha uns 14, ou menos. Lembro-me de dançar isto, e era tão bom dançar. Depois fui para um grupo de dança, e adorava. Nem importava o que dançasse, acho que dançava tudo o que fosse musica.
Porra.
Boa introdução. Como o “era uma vez…”, tem sempre aquele toque nostálgico, “era uma vez” e acontecia algo de extraordinário, o protagonista acabava sempre com os sonhos realizados. O que líamos nos livros em crianças são isso mesmo, fabulas ou coisas que nunca acontecem. Eu lia um livro e ficava a espera que os animais falassem.
Cheguei à fase em que o mundo caí depressa sobre os meus ombros e fico assombrada com os últimos dois anos e tal da minha vida. Agora sei, começo a compreender as minhas perdas e a avaliar os estragos. Ás vezes sinto que vou enlouquecer, que a verdade é demasiado cruel, tão cruel que prefiro colar-me ao computador a jogar. Não escrevo porque está-se a tornar demasiado doloroso, não quero mexer com a felicidade que vivia apesar de julgar que era o Ser mais infeliz do mundo. Agora mostro-me como o Ser mais feliz do mundo quando na verdade nem consigo chorar sozinha. Tenho vergonha de mim.
Olho para a minha gata, o tempo passa, 11 anos de convívio e depois começo a pensar há quanto tempo conheço os meus amigos, como foi a minha decepção não ter entrado no Conservatório aos 18, e tudo pára enquanto me deleito com umas lagrimazitas nos olhos de tudo o que fiz. Para ver se encontro um fio à meada a que me possa agarrar para desenlear este novelo que paira na minha vida.
Não encontro os alicerces dos objectivos, encontro fins que são sempre os de fugir dos objectivos. Já duvido se devo tirar o mestrado. Cada vez mais dói-me estar num sítio onde tenho recordações em todo o lado, mas também não tenho coragem suficiente para me atirar para a frente, procurar a felicidade. Tenho medo de largar a ancora e de encontrar um mar mais revolto do que o que me fez afundar.
Porra.
Boa introdução. Como o “era uma vez…”, tem sempre aquele toque nostálgico, “era uma vez” e acontecia algo de extraordinário, o protagonista acabava sempre com os sonhos realizados. O que líamos nos livros em crianças são isso mesmo, fabulas ou coisas que nunca acontecem. Eu lia um livro e ficava a espera que os animais falassem.
Cheguei à fase em que o mundo caí depressa sobre os meus ombros e fico assombrada com os últimos dois anos e tal da minha vida. Agora sei, começo a compreender as minhas perdas e a avaliar os estragos. Ás vezes sinto que vou enlouquecer, que a verdade é demasiado cruel, tão cruel que prefiro colar-me ao computador a jogar. Não escrevo porque está-se a tornar demasiado doloroso, não quero mexer com a felicidade que vivia apesar de julgar que era o Ser mais infeliz do mundo. Agora mostro-me como o Ser mais feliz do mundo quando na verdade nem consigo chorar sozinha. Tenho vergonha de mim.
Olho para a minha gata, o tempo passa, 11 anos de convívio e depois começo a pensar há quanto tempo conheço os meus amigos, como foi a minha decepção não ter entrado no Conservatório aos 18, e tudo pára enquanto me deleito com umas lagrimazitas nos olhos de tudo o que fiz. Para ver se encontro um fio à meada a que me possa agarrar para desenlear este novelo que paira na minha vida.
Não encontro os alicerces dos objectivos, encontro fins que são sempre os de fugir dos objectivos. Já duvido se devo tirar o mestrado. Cada vez mais dói-me estar num sítio onde tenho recordações em todo o lado, mas também não tenho coragem suficiente para me atirar para a frente, procurar a felicidade. Tenho medo de largar a ancora e de encontrar um mar mais revolto do que o que me fez afundar.
Etiquetas:
Amigos,
Mimi Siku,
recordações,
Reflexões da treta
terça-feira, 7 de Julho de 2009
Mais um mas na mesma
7 de Julho de 1998 nasce a Estrela das estrelas... A Gata das gatas... MIMI SIKU, amo-te mil vezes!!!
Etiquetas:
Amigos,
Coisas Bonitas,
fotos 5*,
Mimi Siku
terça-feira, 30 de Junho de 2009
domingo, 28 de Junho de 2009
Móss, uma vida ocupada é como entrar em ressaca!
Só para partilhar:
2ª a 6ª - Todas as manhãs no Centro a aprender... coisas.
2ªs, 4ªs e 6ªs - Terapia Ocupacional 2h logo a seguir ao almoço.
Consultas e tratamentos periódicos de:
. Medicina Bio-Quântica;
. Oftalmologia;
. Neurologia (onde tenho que levar analises a exames)
Burocracia para tratar:
. Finanças;
. Serviço Social;
. Juntas de Freguesia de todo o lado;
. Bancos;
. Mestrado;
. Papeis da bolsa do Centro;
. ...e tudo o que aparecer.
Mesmo assim ainda preciso de:
. Ir para um ginásio (sem merdas, o meu lado direito está a perder massa muscular);
. Ter tomates para aguentar NÃO agredir nenhuma das senhoras da segurança social.
2ª a 6ª - Todas as manhãs no Centro a aprender... coisas.
2ªs, 4ªs e 6ªs - Terapia Ocupacional 2h logo a seguir ao almoço.
Consultas e tratamentos periódicos de:
. Medicina Bio-Quântica;
. Oftalmologia;
. Neurologia (onde tenho que levar analises a exames)
Burocracia para tratar:
. Finanças;
. Serviço Social;
. Juntas de Freguesia de todo o lado;
. Bancos;
. Mestrado;
. Papeis da bolsa do Centro;
. ...e tudo o que aparecer.
Mesmo assim ainda preciso de:
. Ir para um ginásio (sem merdas, o meu lado direito está a perder massa muscular);
. Ter tomates para aguentar NÃO agredir nenhuma das senhoras da segurança social.
Etiquetas:
Planos,
Terapia Ocupacional,
vida de todos os dias...
quinta-feira, 25 de Junho de 2009
Este peixe está a aprender...
Muitos de vós que lêem o Re-Cobro sabem o que tenho dito sobre escola, teatro e etc. Sem estar com muitos rodeios, dia 19 tive a pensar seriamente no que fazer à minha vida. Dois anos não são nada numa vida mas são muitos numa juventude. A razão para a minha negação é óbvia e como aqui ninguém é burro, também não vou tomar delongas.
Decidi tirar o Mestrado na ESAD, de quê também não interessa a ninguém. Foram vários os aspectos que me levaram a tal decisão, entre os quais o facto de não passar mais tempo no Centro pois nem a curto prazo me daria os frutos que pretendo (conhecer de novo o meu corpo, testar a minha capacidade crítica e memoria, ter conhecimentos relativos ao que gosto, etc), por muito que esteja a aprender coisas novas lá (mais a nível pessoal e de voltar a cumprir horários, o que é neste momento é bastante importante para mim).
Para trabalhar teria de ficar no Centro para encontrar um estágio. Não sei quanto tempo demoraria, mas com o mercado a fechar-se cada vez mais, torna-se ainda mais difícil o que se traduz num aumentar de tempo no Centro. E, correndo o risco de uma má interpretação, não me sinto identificada com os colegas (por mil motivos, mas sobretudo porque 80% deles serem mais novos que eu). Pensei que mal por mal volto para a ESAD onde estão pessoas que me conheceram antes e acompanham o meu processo (ás vezes sinto-me como o Josef K.) e não me olham como um bicho (sim, por incrível que possa parecer os deficientes mentais e/ ou físicos também têm uma espécie de preconceito (é interessante pensar que acabo por não ser carne nem peixe…). Estaria numa espécie de incubadora durante algum tempo (não me obrigo a fazer os dois anos completos, mas assim que estiver preparada bato asas).
Por tudo isto hoje inscrevi-me. A vida é um ciclo meus amigos, aprendam por mim: pela boca morre o peixe.
Decidi tirar o Mestrado na ESAD, de quê também não interessa a ninguém. Foram vários os aspectos que me levaram a tal decisão, entre os quais o facto de não passar mais tempo no Centro pois nem a curto prazo me daria os frutos que pretendo (conhecer de novo o meu corpo, testar a minha capacidade crítica e memoria, ter conhecimentos relativos ao que gosto, etc), por muito que esteja a aprender coisas novas lá (mais a nível pessoal e de voltar a cumprir horários, o que é neste momento é bastante importante para mim).
Para trabalhar teria de ficar no Centro para encontrar um estágio. Não sei quanto tempo demoraria, mas com o mercado a fechar-se cada vez mais, torna-se ainda mais difícil o que se traduz num aumentar de tempo no Centro. E, correndo o risco de uma má interpretação, não me sinto identificada com os colegas (por mil motivos, mas sobretudo porque 80% deles serem mais novos que eu). Pensei que mal por mal volto para a ESAD onde estão pessoas que me conheceram antes e acompanham o meu processo (ás vezes sinto-me como o Josef K.) e não me olham como um bicho (sim, por incrível que possa parecer os deficientes mentais e/ ou físicos também têm uma espécie de preconceito (é interessante pensar que acabo por não ser carne nem peixe…). Estaria numa espécie de incubadora durante algum tempo (não me obrigo a fazer os dois anos completos, mas assim que estiver preparada bato asas).
Por tudo isto hoje inscrevi-me. A vida é um ciclo meus amigos, aprendam por mim: pela boca morre o peixe.
Etiquetas:
Planos,
Reflexões da treta
segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Subscrever:
Mensagens (Atom)

